Brasil: Pesquisa indica alta da depressão e aumento no consumo de álcool e tabaco no Brasil pós-pandemia

Ansiosos, deprimidos, com uma renda menor e mais sedentários. Esse é o cenário da saúde dos brasileiros durante a pandemia, mostrado por uma pesquisa feita pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Segundo Celia Landmann Szwarcwald, pesquisadora-titular da Fiocruz, “o brasileiro tem demonstrado sentimentos de tristeza, de ansiedade com mais frequência do que habitualmente. Está cuidando menos da sua saúde e está muito sedentário. Contudo, está adotando as medidas de restrição social com intensidade”.

Szwarcwald afirma que as questões e seus temas foram definidos por meio de marcadores de situações de saúde e do impacto socioeconômico, e a intensidade do isolamento, devido à importância da questão no período da pandemia.

A pesquisa das três instituições aponta que 60% dos brasileiros apresentaram alguma diminuição da renda. Enquanto isso, com um aumento no trabalho home office, 67% das mulheres também tiveram uma alta nas atividades domésticas.

Mais de 30% dos homens e 38% das mulheres passaram a fumar pelo menos mais 10 cigarros por dia. Metade da população continuou fumando a mesma quantidade diariamente.

Em abril, a Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu que os governos reduzissem a venda de bebidas alcoólicas durante a pandemia. Segundo a instituição internacional, o uso contínuo de álcool por pessoas em isolamento ou quarentena pode acarretar diversas consequências.

Mais da metade dos jovens de 18 a 29 anos se sentiram muito ou estiveram sempre deprimidos desde o início da pandemia. Na divisão por sexo, as mulheres são as que mais declararam estar com o problema: quase 50% delas. A ansiedade entre jovens tem um dos índices mais altos da pesquisa. Entre 18 e 29 anos, quase 70% dos entrevistados relataram sentir ansiedade muitas vezes ou durante todo o tempo, desde o início da crise por Covid-19. Mais de 60% das mulheres dizem estar passando pelo problema com frequência.

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