Kelvin Hoefler é o primeiro medalhista brasileiro nas Olímpiadas de Tóquio e consolida o esporte em Tóquio

A primeira medalha olímpica do Brasil ter vindo do skate é algo extremamente simbólico.

O skate, um esporte tradicionalmente marginalizado, estigmatizado como “rolê de maconheiro”, se consolida como esporte olímpico em Tóquio.

A conquista de Kelvin Hoefler, jovem, negro, advindo de família simples, pode não resolver os problemas de marginalização, mas certamente pode ser o pontapé inicial para quebrar o estigma que paira sobre o esporte.

Neste domingo, dia internacional da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha, o resultado vai além da medalha, representa a superação do racismo, da marginalização e mais, se apresenta como símbolo do esforço de tantos atletas que buscam a superação sem o devido reconhecimento e incentivos.

Esporte, com movimentos dificílimos que exigem de fato muita técnica, é um refúgio para a juventude negra e periférica dos grandes centros urbanos. Kelvin Hoefler é medalha de prata para o Brasil.

Parabéns Kelvin…

(Produzido por Gabriel Bertochi / Abelardo Pinto Junior)

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